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A Globalização e a Doutrina Social da Igreja

Por : Elian Alabi Lucci .  Nestes tempos de globalização torna-se premente voltarmos nossos olhos para a Doutrina Social da Igreja e isto porque estamos a sofrer dois tipos de exclusão que ameaçam desequilibrar a própria sociedade. Além da exclusão do trabalho, uma segunda exclusão é provocada pelo facto da globalização, na medida em que tem por objetivo a intensificação do comércio a nível mundial, exclui o indivíduo da sua...

"Managing Oneself"

Vivemos  numa época de oportunidade sem precedentes. Mas associada à oportunidade vem a responsabilidade, cabendo a cada individuo encontrar o seu lugar no mundo laboral, para se manter ativo e produtivo durante uma vida de trabalho que se pode estender por cerca de 50 anos. Para desempenhar todas estas tarefas eficientemente,  vai ser necessário cultivar uma profunda compreensão de nós próprios: Quais os nosso pontos fortes e fracos? Como aprendemos...

“Vocation of Business Leaders”

Este documento publicado pelo Conselho Pontifício para a Justiça e Paz, constitui uma reflexão sobre a aplicação da doutrina social da Igreja à atuação dos gestores de empresa. Propõe princípios e instrumentos de orientação com vista a uma ação apoiada na virtude da caridade e orientada para o bem comum. As 30 questões inscritas no “Discernment Checklist for the Business Leader,” constituem uma proposta de exame de consciência à luz...

Investimentos e o "Bem Comum"

Autor: Christopher Blum   Fez agora vinte anos desde a publicação da encíclica Centesimus Annus(1991), mas apenas passos vacilantes foram dados no sentido de uma receção adequada à mesma. Nas suas considerações finais para esta grande encíclica, o Santo Padre advertiu que a doutrina social da Igreja não era mera teoria ", mas, acima de tudo, uma base e uma motivação para a ação." Durante duas décadas, no entanto, as...

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Doutrina Social da Igreja aplicada à Gestão

Quando a Igreja fala de economia, políticas públicas, ecologia, parte de um princípio muito claro: A economia, a política, os serviços públicos, as organizações empresariais, deverão sempre convergir para o bem-comum de todos e de cada elemento da sociedade. Trata-se de colocar no centro a vida humana com seus valores e dignidade da pessoa. Esse ponto de partida aponta para a ética do agir nos diversos setores das organizações humanas, nomeadamente nos princípios de gestão a serem empregues.
A DSI aponta princípios básicos relativamente à organização empresarial:
"(...)As empresas são associações de pessoas e homens livres e autónomos criados à imagem de Deus. Por isso, com o devido respeito pelas funções de cada um - proprietários, administradores e gestores, diretores ou trabalhadores - e salva a necessária unidade na direção, devem promover a participação ativa de todos na gestão da empresa, segundo formas que serão determinadas com acerto"(cf.Gaudium et Spes nº 68). 
Pode-se perceber que aponta para um novo conceito de organização empresarial, em que a dimensão do respeito pela pessoa, a valorização do seu trabalho, a participação na gestão da própria empresa, sempre deverá ser o princípio e a finalidade da sua atividade. Neste sentido adquire justo valor o lucro, que é o primeiro indicador do bom funcionamento da empresa. A Igreja reconhece a importância do lucro, mas nunca obtido através da diminuição da pessoa pois, como afirma a Doutrina Social da Igreja, os empregados que trabalham numa organização empresarial constituem o património mais precioso da empresa e o fator determinante da produção.
 
O TRABALHO E A REALIZAÇÃO DO HOMEM
A realização do ser humano passa também pelo exercício do trabalho, pois é a partir dele que o homem explicita as suas potencialidades e o seu espírito empreendedor. Para que isso seja uma realidade, o papel que o empresário exerce é de fundamental importância, enquanto cria as condições adequadas que favoreçam a criatividade e a promoção dos talentos de cada trabalhador da sua empresa. Dentro desta perspetiva emerge um novo conceito de organização empresarial, e de economia, onde o lucro é importante, mas não absoluto, pois o empresário deve ter a visão do futuro da empresa e do colaborador. A valorização do empregado como um colaborador assíduo e produtivo, responsável e satisfeito, fará com que a organização dê um passo qualitativo e ao mesmo tempo possibilita ao empregado a garantia do sustento seguro para si e para a sua família. Por outro lado, a empresa com o seu colaborador satisfeito e realizado, garantirá um crescimento sadio e sustentável. O Compêndio da Doutrina Social da Igreja afirma: "(...)Os empresários e os gestores não podem ter em consideração exclusivamente a finalidade económica da empresa, os critérios de eficácia financeira, as exigências do "capital": cabe-lhes também como dever específico o respeito concreto pela dignidade humana dos empregados que trabalham na empresa".